Até pouco tempo atrás, estava comentando com uns amigos que no Brasil, agora é raro termos orgulho, torcida, vidração pelo esporte, seja ele qual for… até que apareceu Gabriel Medina. Mais um no meio de tantos outros, porém com uma estrela para fazer com talento, sinceridade e disposição aquilo que fazemos para nos distraír, divertir, como hobbie e até mesmo profissão.
Tudo aconteceu tão rápido, agorinha mesmo ví o moleque vencendo o KOG 2009 na frança e desde então, se tornou cada vez mais presente nas bocas e mentes de quem respira surfe, veio e conquistou cada um de nós brasileiros, que agora temos muito do que nos orgulhar. O moleque tem a mesma idade que eu e faz tudo aquilo, chega ser inacreditável, as vezes após ver uma bateria dele, olho para minhas pranchas com cara de desânimo, mas não tenho do que me envergonhar e sim do que me orgulhar, afinal de contas, ele pode fazer uma coisa que não posso, que é entrar em uma bateria com Kelly saindo vencedor e ainda rir da cara dele dizendo: -Segura essa meu pato! Sonho com esse dia e sei que um dia alguém irá fazê-lo.
Temos dois representantes lá que estão empolgando mais a torcida do que o desaparecido Mineiro, que só levou o Rio ( talvez empurrado) e depois só ameaça, mas nunca sobe o pódio: Alejo, que para mim ainda não se encontrou no WT e Raoni, que tem um surf exemplar e um ótimo estilo mas que também não vejo muito. Nossos “Young Guns” – Gabriel Medina e Miguel Pupo – ainda acredito que algum dia irá ver no ASP Ranking entre as fileiras de primeiro e quinto lugar. Temos também Filipe Toledo, que está dando fortes sinais vitais nos Pro Jr’s por aí.
Não pude assistir à transmissões ao vivo que mostravam o grande Ayrton Senna brincando na pista que fosse e ao final de tudo, aquela música que foi o primeiro toque em mp3 do meu celular. Não pude assitir ao final de cada jogo do Flamengo, o galo de Quintino colocar sua camisa suada pós treino ou jogo onde a coruja dorme e logo após, executar uma série de chutes focados na camisa. Não pude ver o Rei Pelé, que continua calando a boca de Maradona até os dias de hoje, mas acho que poderei ver Medina iniciando sua carnificina rumo ao título, destruindo múmias como Kelly Slater, Taylor Knox, Taj Burrow, os irmãos Hobgoods e os mais novos como Owen Wright, Dane Reynolds, meu ídolo Mick Fanning e todos os outros nomes da tabela de 32 participantes de um jogo duvidoso administrado pela mais duvidosa ainda ASP. Boa sorte à todos os brasileiros que irão rebaixar os olhos desprovidos de língua portuguesa e pátria com sangue nos olhos.




























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