Blogbook: Nelson Pinto

Nascido no interior do Rio Grande do Sul, tornou-se um apaixonado por pranchas e hoje, além de freesurfer, é designer da Rooster Surfboards e fissurado por testá-las em diversas condições de mar.

Video: H1

Como a previsão aqui do Hawaii já estava dizendo, eu teria ondas grandes logo de chegada no North Shore. Uns tinham ido pra Jaws, outros para alguns outer reefs doidos por ai, outros com aquela famosa dor de barriga em casa, e quando me dou conta, estava no meio da baía de Waimea, remando em direção a ondas que beiravam os 20 pés de altura, em cima de uma 10’5 shapeada pela lenda viva do surf gaúcho Jairo Lumeryz, que o meu camarada Bruno Silva me emprestou – Paranaense casca grossa que vive aqui nesse paraíso. Assim começou minha temporada.

A sessão de boas vindas foi alucinante, deu pra descer umas ondinhas, fiquei felizão! Para o primeiro dia está de bom tamanho… Essa temporada vai ser arretada, como diria meu amigo Franklin.

Aí vai um clip que fizemos do dia 4 de janeiro, meu primeiro dia no Hawaii…

Aloha

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Wilko in France

Esse Matt Wilkinson ta demais! Certamente o surfista mais irreverente do tour.

Wilko Rules!

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Nachos e Corona, porfá!

Todo ano procuro voltar para o México, lá tenho a oportunidade de testar minhas pranchas em diversas condições, experimentar modelos e, é claro, pegar altas ondas.

Esse ano não foi diferente. Embora nenhum mega swell tenha entrado, deu vários dias de ondas boas, fazendo a cabeça da galera que estava lá curtindo a temporada mexicana.

Clipe filmado e editado pelo mago das filmadoras, Mark Daniel. Guardem esse nome, o cara é foda!

Espero que gostem.

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God save the Videocamera

Posso dizer hoje, que eu só surfo, porque um dia eu tive o Endless Summer II. Sim, esse foi o meu primeiro filme de surf ”VHS”, nunca me esqueço: capa vermelhinha, bonitão junto com a revista fluir. Como morava em Uruguaiana, longe pracarai, não chegava esse tipo de produto lá, mas por certa via me encontrava na capital gaúcha para um final de semana e resolvi comprar a então revista com brinde. Naquela época aquilo pra mim foi a abertura dos meus horizontes, ali eu vi algo que desejei intensamente, correr o mundo atrás das mais perfeitas ondas. O tempo passou e tudo foi evoluído, eu, a revista, a cidade onde eu moro e é claro, os filmes de surf.

Durante muitos anos os filmes de surf ficaram muito mais voltados as performances dos atletas, que ao passar dos anos foi se tornando um pouco clichê. Um surfista caminhando na areia, indo fazer sua sessão, a musica toca, as manobras aparecem, logo ele sai da água e a sessão termina. Me lembro de um dos primeiros filmes que isso foi feito de forma diferente, The Show by Taylor Steele. Esse carinha que eu disse agora, foi e continua sendo o mago dos filmes de surf, famoso por ter suas historinhas e por botar a macacada surfista pra atuar. Um pouco bastante depois do lançamento do The Show, e por sua vez esse ano, a Transworld surf magazine, uma das revistas mais conceituadas do planeta bolou um desafio para as marcas do segmento, fazer um curta de surf que fosse além daquela sessão manjada, que explorasse o inexplorado. Foi então que marcas como Rusty, Globe, Billaong, Body Glove entre outras resolveram botar a cuca pra funcionar e bolaram super vídeos conceito, envolvendo muita criatividade e é claro, muita performance. Billabong e seus roqueiros, Rusty levando a monoquilha a outro patamar, Reef, que na minha opinião foi a mais sem graça mostrando Rob Machado e amigos no Tahiti e Body Glove e o surfingvideogame, muito maneiro.

Destaque pro brasileiro Peterson Crisanto na sessão da Billabong, deixou os outros surfistas apagados.

Confiram abaixo o material no qual estava me referindo.

http://surf.transworld.net/2011-imaginarium/

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