
Um visual mágico de um dia de ondas não tão mágicas (por incrível que pareça!) em Itaúna, Saquarema. Foto: Luiz Blanco
Uma das primeiras coisas que se nota quando se começa a fotografar surf é que algumas ondas e manobras que não passam de ordinárias a olho nú, no registro da lente se transformam em momentos incríveis, difíceis até de acreditar.
Costumamos chamar de “enganção” mas pode também ser considerada a “mágica” do fotógrafo, depende do ponto de vista.
Acredito que isso deva existir em todos os ramos da fotografia mas o surf proporciona algumas peculiaridades, como ver um cara que mal sabe pegar onda congelado em um momento alucinante, cheio de estilo, fazendo muitos duvidarem de sua não profissionalização; ou então ver aquela marola insurfável parecendo uma réplica cristalina de Pipeline em suas fotos.
Se o surf engana, a fotografia pode enganar mais ainda. E só assim a tal mágica pode acontecer.
Ontem foi um grande exemplo de como as coisas não são o que parecem. A começar pela previsão, que nos levou a investir em uma ida à região dos lagos, visando Arraial do Cabo. Ondulação, período e vento se encaixavam… tiro certo.
Mas quando tudo parecia perfeito, nos deparamos com ondas lindas, porém fechando em um pico, e ondas perfeitas, porém muito pequenas em outro. Sem meio termo. O jeito, depois de ser enganado pela previsão, era sacar a câmera e ver se ao menos na foto enganava, aquilo estava muito bonito.
O resultado está aqui. Mal entramos na água, não tenho nenhum registro de ação, mas tenho alguns daqueles momentos mágicos.
Para mais do trabalho de Luiz Blanco, acesse: luizblanco.com