Gabriel Medina na Quiksilver?

Ao que tudo indica, Gabriel Medina pode ser o novo rosto da Quiksilver. Depois de iniciar sua carreira surfando com um logo da Volcom no bico de sua prancha por quatro anos, o adesivo do diamante foi substituido pelo da onda vermelha quando ele ainda tinha 15 anos, em 2009, e lá permaneceu até hoje. Apesar de seu contrato com a Rip Curlreajustado logo após sua entrada no WCT, em 2011 – prevalecer até dezembro de 2016, é muito provável que a Quiksilver esteja disposta a arcar com esta negociação, já que Medina parece ser exatamente o que a marca precisa no momento.

Após os significantes cortes de investimento do ano passado e o fim de uma parceria de quase 20 anos com Kelly Slater, que recentemente anunciou a criação de sua marca própria batizada de Outer Known, é claro que a Quiksilver estaria atrás de um talento para credibilizar sua imagem e ao mesmo tempo impulsionar vendas. Gabriel Medina hoje demonstra claramente esta capacidade. Agenciado pela empresa IMX de Eike Batista, ele endorsa além da Rip Curl como sua patrocinadora principal, marcas como Guaraná Antartica, Mitsubishi, Oakley, Gorilla Grip, FCS, Vult Cosmética e Coppertone. Especula-se uma renda total perto dos $1.5 milhões de reais por ano, o que faria dele o surfista brasileiro mais bem pago da atualidade. Isso fora suas premiações pela ASP, que já ultrapassam $1 milhão de dólares, $237.000 só este ano.

De acordo com uma recente pesquisa da Stab Magazine, Gabriel Medina é o terceiro atleta do WCT no raking de interações nas mídias sociais, ficando atrás apenas de Kelly Slater e a líder isolada Alana Blanchard. A revista australiana também chamou atenção recentemente para as opções de aquisição – levando em consideração a viabilidade por contrato – da Quiksilver: Gabriel Medina, Owen Wright e Filipe Toledo. Filipinho é o atleta que cresce mais rapidamente nas mídias sociais hoje (141% este ano até agora), e Owen Wright teria um custo muito menor hoje por conta da pouca exposição que tem tido, após algumas lesões. Apesar de ser a opção mais cara, com os dólares economizados pela ausência de Kelly Slater na equipe, o investimento em Medina, um dos grandes favoritos ao título mundial cairia como uma luva.

A Quiksilver, apesar de melhor representada no freesurf do que qualquer outra marca, com Dane Reynolds e Craig Anderson, sempre foi muito voltada às competições e hoje patrocina duas das oito etapas que estampam uma marca no WCT. Com Kelly, ela estava acostumada a um frequente lugar no pódio dos eventos do Tour, mas hoje com Aritz Aranburu, Jeremy Flores, Tiago Pires e Freddy P. como seus representantes na elite, dificilmente vê uma prancha estampada com seu logo na água após o Round 3 dos eventos. Por outro lado, a Hurley hoje estampa o bico de 11 dos 34 surfistas da elite, sendo um deles John John Florence, com o contrato mais caro da história do surf: $3.2 milhões de dólares por ano durante cinco anos. É a vez do outro lado da mesa mexer suas peças, e as pistas apontam que as atenções serão voltadas para Medina. Será?

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